As Exigências do Transativismo são um ataque aos direitos humanos reais.

Em campos de refugiados por todo o mundo, apresenta-se uma crescente demanda por fraldas para adultos. Seria isso por causa de algum fetiche? Não, é por causa de as mulheres nestes campos saberem que caminhar até o banheiro sozinhas durante a noite as coloca em um elevado risco de estupro, e, assim, elas preferem permanecer sentadas por horas em seus próprios excrementos que o risco de serem violadas.

A Anistia Internacional considerou os banheiros segregados por sexo uma questão de direitos humanos e, também, um fator de diferença para muitas garotas na possibilidade de receberem educação apropriada. Estes casos realçam uma realidade obscura que todos já conhecem: Desde o início dos tempos, meninas e mulheres têm sido oprimidas devido ao sexo biológico, não pela nossa própria percepção sobre gênero ou pela nossa afinidade ao cor-de-rosa.

Por todo o mundo, uma parcela específica de humanos é rotineiramente vítima da maioria esmagadora das violências doméstica e sexual. Elas são vendidas como noivas ainda crianças, traficadas a fim de exploração sexual, alugadas como reprodutoras, excluídas da educação básica, abortadas ao primeiro sinal de suas vulvas e submetidas a terríveis violações de seus direitos humanos. A sua opressão não está nada relacionada à preferências de moda ou ao desejo de usar um vestido, mas sim à realidade material de seu sexo biológico. Elas são mulheres.

Policiar pronomes é um luxo dos privilegiados. Mulheres e meninas ao redor do mundo lutando com unhas e dentes pelos seus direitos humanos básicos e por proteções baseadas em seu sexo biológico não possuem o luxo de vagarem por aí revisando a sua linguagem, ou de intimidarem todos para sujeitarem-se às suas demandas. Isso é um absurdo narcisista e egocêntrico.

Você pode certamente admitir que possui muito privilégio quando pode olhar para meios de proteção básicos que mulheres em países de terceiro mundo estão desesperadas para conseguir, ignorar e afirmar que estes mesmos meios de proteção te oprimem de algum modo.

Isto não é uma questão de direitos civis. Pessoas transgênero já possuem direitos iguais; eles estão exigindo direitos especiais à custa de meninas e mulheres. Um homem adulto — ou seja, com pênis— banhar-se perto de meninas na academia não é um direito humano; meninas negarem este novo modelo de cultura do estupro é, sim, um direito humano.

Como uma sobrevivente de estupro, eu posso dizer em primeira mão que há muitos paralelos entre o modo como transativistas se comportam e o modo como estupradores agem: Eles manipulam. Eles aliciam crianças. Eles fazem as pessoas se sentirem culpadas por determinarem certos limites. Eles ameaçam suicídio caso você não os forneça o que demandam. O preço é a sua dignidade.

O transativismo tornou-se uma religião, completa com cânticos (ex: Mulheres trans são mulheres), exclusividade, punição à divergência e silenciamento à oposição. Se você precisa de agressividade a fim de calar as pessoas, provavelmente é porque você teme que a fala delas faça sentido. O culto trans exercita o controle da mente sobre as massas que estão aterrorizadas em um silêncio submisso.

Enquanto isso, meninas americanas de 15 anos estão fazendo mastectomia voluntária. Crianças estão sendo esterilizadas de forma permanente antes de sequer possuirem idade o suficiente para colocarem brincos nas orelhas sem o consentimento parental. Homens estão banhando-se perto de meninas na academia e, se as garotas reclamarem, elas são removidas do local. Homens musculosos estão dominando os esportes femininos e ganhando bolsas esportivas cobiçadas por mulheres que efetivamente as mereciam. Estupradores estão abusando de mulheres em prisões femininas e em abrigos. O quão pior essa situação tem de ficar?

A hora chegou de preocupar-se muito mais sobre o que acontecerá caso você não se manifeste que preocupar-se com o que acontecerá caso o faça. Não há tempo como o presente.


Tradução do artigo Transgender Demands Are An Attack On Real Human Rights por Kaeley Triller Haver.


Ilustração produzida pela tradutora

Katyusha

Feminista Abolicionista / Materialista / RADICAL; Estudante de Psicologia; 19 anos; Amante da arte.

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