O que a Alexandra Kollontai tem a nos ensinar?

Pretendo começar esse texto introduzindo quem foi Alexandra Kollontai, qual sua contribuição para o movimento operário e qual foi sua história de luta com relação as mulheres trabalhadoras. Nesse sentido, segue o roteiro:

Reuni alguns compilados de artigos e ensaios escritos por Kollontai e expliquei a ideia central contida em cada um destes. Dito isso, espero que gostem da leitura.

1. QUEM FOI ALEXANDRA KOLLONTAI?

Alexandra Kollontai foi uma comunista e revolucionária russa. Nasceu em 31 de março de 1872 em São Petersburgo e morreu dia 9 de março de 1952 em Moscou. Obteve destaque pela sua incansável luta na defesa dos direitos de todas as mulheres — incluso as mulheres trabalhadoras. Nesse viés, Alexandra Kollontai foi uma crítica assídua contra o sistema capitalista e discursava sobre o quanto o capitalismo era opressor para toda a classe trabalhadora, e mais ainda opressor para a mulher trabalhadora. Dessa forma, Alexandra acreditava que as proletárias eram exploradas tanto no trabalho exercido fora de casa quanto no trabalho doméstico, dentro de casa. Sua luta foi muito importante para o partido comunista e para a emancipação da mulher.

2. QUAL A RELAÇÃO DE ALEXANDRA KOLLONTAI COM AS MULHERES PROLETÁRIAS?

KOLLONTAI acreditava veemente na libertação das mulheres trabalhadoras acerca da exploração que sofriam no local de trabalho. Nesse viés, Alexandra pensava que as mulheres trabalhadoras mereciam condições dignas de trabalho, e também que o trabalho não usurpassem todo o tempo da mulher trabalhadora para que esta tivesse tempo livre para descansar e cuidar dos filhos. Dessa forma, a luta de KOLLONTAI para garantir melhores condições de trabalho para a mulher trabalhadora foi incessante.

3. A MULHER TRABALHADORA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

Alexandra Kollontai escreveu um artigo intitulado “ A mulher trabalhadora na sociedade contemporânea”em 1908. Dessa forma, dissertarei sobre as questões desenvolvidas nesse artigo e qual é a sua relevância para o movimento feminista.

KOLLONTAI começa o artigo fazendo uma dualidade entre os interesses das feministas burguesas do século XIX e o interesse das mulheres proletarias do século XIX. Nesse sentido, a autora diz: “A questão feminina dizem as feministas, é questão de direito e justiça. A questão feminina, respondem as proletárias, é questão de um pedaço de pão”.

Traduzo essa frase com a seguinte observação: Para Kollontai o interesse das mulheres proletárias eram diferentes dos interesses das mulheres burguesas da época. Nesse sentido, as mulheres burguesas queriam os mesmos direitos que os homens burgueses tinham (trabalhar, estudar, ocupar cargos políticos). Porém, mulheres proletárias ja estavam inseridas no mercado de trabalho pois precisavam se sustentar e sustentar os filhos. Por isso, a questão do pedaço de pão, como KOLLONTAI cita. Ademais, as mulheres proletárias ou trabalhavam em péssimas condições de trabalho ou passavam fome por que nao haviam escolha para elas, diferente das mulheres burguesas que eram sustentadas pelos pais ou maridos. No entanto, as mulheres burguesas tinham dinheiro, por isso, nunca se preocuparam em trabalhar. Essa situação só mudou quando as mulheres burguesas começaram a querer estudar e ter os mesmos direitos que os seus pais, irmãos e marido,s tiveram a vida toda. Além disso, quando mulheres burguesas gritavam aos quatros cantos que queriam ter os mesmos direitos que os homens, essas estavam se referindo ao homem burguês, mesmo por que o homem proletário era desprovido de direitos na sociedade. Só servia para ser explorado pelo capital. Entretanto, por mais que o homem proletário fosse explorado pelo capitalismo, as mulheres trabalhadoras eram duplamente exploradas: trabalhavam excessivamente em fabricas têxteis e trabalhavam excessivamente no trabalho do lar ou doméstico: limpar a casa, fazer comida, cuidar dos filhos.

“A partir do momento em que a mulher pôs os pés na estrada do trabalho, em que o mercado mundial reconheceu seu trabalho, que para a sociedade ela passou a significar uma unidade de trabalho por si só, a secular ausência de direitos na sociedade, antiga escravização no seio da família, os velhos grilhões que restringiam sua liberdade de movimento tornaram-se para ela duplamente pesados, duplamente insuportáveis”.

Esse trecho citado exemplifica bem a situação da dupla jornada de trabalho da mulher trabalhadora daquela época. KOLLONTAI também nos revela como eram as péssimas condições de trabalho nas fábricas — ambiente esses que as mulheres se viam na posição de inalar fumaça e odores insuportáveis. Concomitante a isso as trabalhadoras ainda eram assediadas pelos administradores das fábricas — e nem podiam ousar reclamar senão perderiam o trabalho. Esta era a condição da vida da mulher trabalhadora no séc XIX na Rússia e em muitos outros países: duplamente exploradas. Fica a questão: Quando feministas burguesas falavam que todas as mulheres deveriam ter liberdade para trabalhar, que liberdades teriam as mulheres trabalhadoras? Visto que trabalhar como as proletárias já trabalhavam, era sinônimo de exploração. Qual liberdade então seria a fonte de alternativa para as mulheres trabalhadoras, que já se viam cansadas de serem exploradas?

“Quanto piores as condições, quanto mais baixos os salários, quanto mais longa a jornada, mais se empregam mulheres. (…) Oprimida há séculos, tocada pela fome, a mulher concorda com as condições mais aviltantes, mais inferiores”.

“Será preciso explicar como a jornada excessivamente longa rouba-lhes a saúde, soterra-lhes a juventude e a própria vida”?

O inferno das fábricas: o estrondoso retinir das máquinas, as nuvens de fumaça suspensas no ar, a atmosfera saturada de odores insuportáveis, os gritos grosseiros dos mestres, as propostas indecorosas dos administradores, as revistas de inspeção e as multas…”

“E quando ela tem uma família para cuidar? Quando crianças pequenas esperam em casa? Sem tempo nem mesmo para aprumar a coluna depois no trabalho na indústria, a mulher é obrigada a cuidar do minucioso trabalho domésico…Seus membros cansados doem, sua cabeça pesada pende…Não há descanso para a mãe trabalhadora profissional”.

Depois de apresentar a situação da mulher trabalhadora na Rússia do sec XIX e nos fazer refletir sobre a situação das mulheres proletárias e burguesas na sociedade, KOLLONTAI sugere que se criem alternativas de melhoria para a condição da mulher no ambiente de trabalho e fora dele. Sendo assim, dentro do partido político que KOLLONTAI atuava, essa sugeriu propostas como:

. “ A supressão de todas as leis que subordinam a mulher ao homem”;

. “Definição de leis de proteção ao trabalho”.

. “Pleno descanso semanal”.

. “Melhorias de condições técnicas, sanitárias e de higiene no trabalho em oficinas e pequenos estabelecimentos”.

.”Proteção a maternidade e muitos outros direitos que Alexandra exigia para a completa emancipação feminina na sociedade”.

**Selecionei esse artigo para dissertar, por que ele é muito rico de conhecimento acerca de como era precária a vida da mulher trabalhadora do século XIX e aborda também, como o pensamento de Alexandra Kollontai foi importante para implementar melhores de condições de vida para essas mulheres trabalhadoras.

4. O DIA DA MULHER

Nesse texto de 1913 intitulado “O dia da mulher” KOLLONTAI reflete no fato de que tanto as mulheres burguesas tantos as mulheres trabalhadoras deveriam ter o direito de ter um dia no ano em que reivindicariam seus direitos e se manifestariam pelas ruas com o intuito de demonstrar para a sociedade que, as mulheres também sao importantes, que elas merecem ter seus direitos garantidos e que em um dia especial do ano, que logo viraria o 8 de março, todas as mulheres do mundo sairiam em marcha para fazer revolução. No entanto, neste texto, Kollontai nos informa que, deveria existir um panfleto com pautas das mulheres trabalhadoras e um panfleto com pautaa das mulheres burguesas. Pois, não deveria apenas existir as pautas políticas solicitadas pelas mulheres burguesas como a pauta geral do movimento feminista, visto que, os interesses das mulheres burguesas, enquanto mulheres ricas, eram diferentes dos interesses das mulheres trabalhadoras, que eram pobres e trabalhavam para tirar o próprio sustento. Dito isso, seria equívoco tratar a falta de direitos enfrentados pelas mulheres ricas como — nao poder ir a faculdade ou nao poder trabalhar em grandes empresas, como seus pais, e associá-los com a mesma falta de direitos que enfrentava a mulher trabalhadora, mesmo por que a mulher proletária já trabalhava, porém, em péssimas condições de trabalho, ganhando um salário baixo e tendo que trabalhar em ambientes hostis e nada higiênicoa. Nesse viés, mulheres burguesas estavam reivindicando o direito ao voto, o direito de ocupar altos cargos políticos, o direito de estudar em universidades pagas — enquanto mulheres proletárias queriam direitos básicos, como ter o que comer todos os dias, ter um lugar digno para deixar seus filhos, enquanto essas e os maridos trabalhavam. Nesse sentido, KOLLONTAI nos diz que é muito importante que todas as mulheres tenham um dia no ano para ir as ruas reivindicar seus direitos, porém, deve-se atentar que as pautas solicitadas pelas mulheres burguesas e proletárias são diferentes e que só haverá emancipação feminina completa se tanto os direitos das mulheres burguesas quanto os direitos das mulheres trabalhadoras forem garantidos. Portanto, as mulheres trabalhadoras devem ter o direito de comemorar o dia 8 de março junto com as feministas burguesas pois, não existe libertação apenas de um lado do grupo, só existirá completa libertação quando todas as mulheres forem livres e que, as pautas solicitadas pelas mulheres trabalhadoras devem sim fazer parte das pautas feministas, e que as mulheres proletárias também tem o direito de ir para as ruas fazer revolução.

“Deixem que, com sentimento de alegria de servir a uma questão comum as classes de lutar junto com elas por sua libertação feminina, as trabalhadoras participem do dia da mulher”.

Atentar ao fato de que, muitas mulheres burguesas não queriam que mulheres trabalhadoras incorporassem no movimento feminista com suas pautas trabalhistas pois, mulheres burguesas precisavam explorar as empregadas de suas casas e de seus filhos. Dessa forma, existiu esse enfrentamento e dificuldade para que a mulher trabalhadora conseguisse se adentrar no movimento feminista por que muitas mulheres burguesas não queria garantir direitos para suas empregadas. Por isso, KOLLONTAI nos revela que os direitos exigidos pelas proletárias eram diferentes dos direitos exigidos pelas mulheres burguesas, mesmo por que mulheres burguesas exploravam mulheres trabalhadoras.

5. NA RÚSSIA TAMBÉM HAVERÁ UM DIA DA MULHER

Esse texto de Kollontai de 1914 informa que na Rússia também haverá um dia da mulher socialista. Separei algumas citações desse texto que demonstram com vivacidade o pensamento de Kollontai acerca do dia da mulher comemorado na Rússia. Segue:

“Em 1910, na II Conferencia de Mulheres, em Copenhague, foi tomada a decisão de que todos os países comemorarão anualmente um dia da mulher socialista. Esse dia deve ser uma demonstração de solidariedade entre as proletárias e uma afirmação de sua disposição para a luta por um futuro melhor”.

“Quando o Partido Social-Democrata decidiu, em 1913, realizar seu primeiro dia da mulher, as trabalhadoras resolveram tomar a tarefa para si. O primeiro dia da mulher na Rússia foi um acontecimento político. Todos os partidos e classes sociais se expressaram em relação a ele: uns com ódio e desprezo, outros com dúvidas quanto a se as trabalhadoras marchavam de braços dados com organizações femininas liberais e burguesas. O resultado dessa impressionante primeira experiência das trabalhadoras russas em declarar publicamente suas exigências foram detenções e condenações a prisão. Mas elas sabem que esses sacrifícios não foram em vão”.

“Vamos comemorar o dia da mulher no 8 de março pela segunda vez. Na ordem do dia estao incluídas as seguintes exigências: que as mulheres tenham direito a voz, que recebam do governo o apoio à maternidade e que se combata o aumento do custo de vida. A exigência da garantia a maternidade é especialmente para às trabalhadoras da Rússia”.

6. O FRACASSO DO LEMA DA PAZ CIVIL

Esse artigo de KOLLONTAI de 1917 fala sobre como o lema da paz civil discursado pelos capitalistas e imperialistas foi falacioso. Nesse sentido, ao final da I Guerra Mundial, os países que lutaram na guerra se viram devastados pela fome, miséria, doenças e nesse cenário quem foi mais atingido por esta situação foi a classe trabalhadora. Inúmeros partidos socialistas da época eram antimilitaristas. Contrário a isso, inúmeras campanhas de diversos países chamavam os homens para lutar pela pátria — esse patriotismo exacerbado que era gritado aos 4 cantos pelos países capitalistas como forma de implantar na cabeça das pessoas que era (muito lindo o ato de um jovem defender seu país na guerra). O que os capitalistas e os militaristas não disseram é como a guerra foi horrível para toda a população: inúmeros jovens que foram lutar pelo seu país na certeza de que estariam fazendo um bem pela pátria, foram mortos. Famílias inteiras foram mortas. E o que ficou da guerra? Pessoas morrendo de fome, inúmeros feridos sem cuidados médicos, inúmeras crianças órfãs. Entretanto, os capitalistas não falavam isso na impressa, ao contrário disso, falavam que a guerra foi muito boa para a sociedade e que agora reinava a paz civil entre as nações. Dessa forma, a pergunta que fica é: qual paz? Com inúmeros trabalhadores morrendo de fome. Qual paz? Essa é a pergunta sem respostas. Nesse viés, Kollontai critica veementemente a atitude dos governos capitalistas e imperialistas ao tentarem mascarar o horror que foi a I guerra Mundial. Critica o fato do governo considerar a guerra como algo bom para a população enquanto existiam milhões de mortos e feridos. Entretanto, a classe trabalhadora foi a luta, socialistas de todo o mundo reivindicavam melhorias para o povo que há tanto sofria com a guerra. Observa-se que Kollontai descreve bem nesse texto as inúmeras problemáticas que a guerra civil trouxe para toda a população mesmo assim o governo insistia em dizer que a guerra trouxe paz. Fecho essa parte do texto com essa citação brilhante de Kollontai:

“Se hoje o lema da paz civil ameaça transforma-se em seu oposto, a responsabilidade é daqueles que causaram as calamidades e horrores da guerra mundial; que em favor de seus lucros atentaram sem pena contra a vida de milhões de pessoas; que em prol da ganância sacrificaram o auge da humanidade contemporânea: os jovens ! Que a classe dos opressores e proprietários se lembre da seguinte frase do Evangelho: Todos que empunham a espada pela espada morrerão”!

7. LÊNIN E O I CONGRESSO DE TRABALHADORAS

Nesse texto de Kollontai ela nos revela como a participação e apoio do líder comunista Lênin foi importante para ajudar a mulher trabalhadora a se emancipar. Kollontai nos mostra como Lênin apoiou as pautas construídas pelas mulheres proletárias e que esteve presente também, no I Congresso de trabalhadoras, onde Alexandra era uma das organizadoras do evento. Dessa forma, Lênin proferiu um discurso neste congresso dizendo como era importante que as mulheres proletárias fizessem parte da União Soviética.

“Vladimir Ilitch deu início ao engajamento de grandes massas de mulheres da cidade e do campo na construção do governo socialista”

“A particularidade da União Soviética esta no fato de que não são as mulheres que exigem do governo o direito ao trabalho, a educação, a proteção a maternidade, mas o próprio governo as atrai a toda as esferas de trabalho em que elas ainda não são de maneira nenhuma admitida na maioria dos países burgueses, além de proteger seus interesses como mães. Isso esta incluído na Constituição soviética. O mundo ainda não viu nada parecido”.

“ Essas ideias e tarefas de Vladimir Ilitch foram a base do trabalho executado no I Congresso de Trabalhadoras, realizados de 16 a 21 de novembro de 1918″.

“Nao só entre nós, mas as mulheres em todo o mundo devem saber que Vladimir Ilitch foi um precursor da emancipação feminina. (…) Em todo mundo e em toda a história da humanidade não existe um pensador e estadista que tenha feito tanto para a emancipação da mulher como Vladimir Ilitch”.

  • Grifos de Kollontai sobre a participação de Lênin no I Congresso de Trabalhadoras.

8. DA HISTÓRIA DO MOVIMENTO DAS TRABALHADORAS NA RÚSSIA

Esse texto de Kollontai escrito em 1920 enviesa como iniciou o movimento das proletárias na Rússia e por que era tao importante ter um movimento para as mulheres trabalhadoras.

“Portanto, o início do movimento das trabalhadoras na Rússia, coincide com os vislumbres do despertar da consciência de classe proletária russa, com sua primeira tentativa de alcançar condições de existência mais toleráveis, menos humilhantes e deploráveis, por meio do ataque coletivo, das paralisações e greves”.

Dito isso, a partir do momento em que as proletárias tomaram consciência da exploração trabalhista que sofriam pelo sistema capitalista e a dupla jornada de trabalho que dobravam o peso da exploração em suas vidas, as proletárias começaram a se organizar em movimentos para se manifestarem com a exploração. Nota-se que nao somente na Rússia as mulheres trabalhadoras começaram a ir para as ruas reivindicar, no final do século XIX ocorreram diversas greves pelo mundo, greves feitas por mulheres tecelãs cansadas de serem exploradas pela indústria têxtil, greves feitas pelas mulheres que trabalhavam nas empresas de tabaco, de algodão, de alimentos e por aí vai. A partir do momento que as trabalhadoras com a ajuda do movimento socialista tomaram consciência das explorações que sofriam, passaram a nao se calar e com isso, faziam motins, rebeliões e greves visando a não-exploração e a garantia de direitos políticos para a mulher trabalhadora.

“Esse foi o caminho pelo qual o movimento proletário levou a mulher trabalhadora rumo a emancipação, não apenas enquanto vendedora da força de trabalho, mas também enquanto mulher, esposa, mãe e dona de casa”.

9. I CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE MULHERES COMUNISTAS

A primeira conferência internacional tinha como objetivo reunir os interesses das mulheres trabalhadoras de diversos países, por isso mesmo foi enviada representantes comunistas de cada país para discursar acerca de como estava a condição da mulher proletária em cada cidade, município e quais seriam as estratégias para a libertação completa da mulher socialista proletária. Dessa forma, foram incluídos nessa conferência 5 questões importantes para serem tratadas. A primeira diz respeito a conscientização de todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores sobre ações fundamentais que foram tratadas na III internacional, que visava o avanço da consciência de classe para a revolução operária mundial. O segundo tratado foi ouvir os diferentes relatórios citados por representantes advindos de diversos países, em que se falava sobre qual era a necessidade enfrentada por cada país frente ao governo capitalista. A terceira questão incluída na reunião falava sobre os métodos de trabalho do Partido Comunista Russo em relação as mulheres: como seria a libertação econômica e política de todas a mulheres e como seria a emancipação familiar das mulheres. Nesse sentido, foram criadas algumas propostas, tais como: Educação Social, alimentação publica etc. Na quarta questão tratada, o assunto proferido foi sobre como o partido comunista deveria manter firme seu compromisso com as mulheres trabalhadoras. Pois, para a revolução social ter sucesso seria preciso que homens e mulheres trabalhadoras estivessem livres de quaisquer explorações advindas do sistema capitalista e do patriarcado. A última questão tratada na I Conferência Internacional das mulheres falava sobre a necessidade de criar uma seção para as mulheres trabalhadoras, em que comporiam a seção somente mulheres trabalhadoras com seus objetivos e interesses quanto ao partido comunista. Seria na verdade um órgão para que mulheres proletárias pudessem se articular sem a presença de homens, que fosse um espaço político constituído apenas para as mulheres tratarem suas questões políticas e familiares.

10. OS SINDICATOS E A TRABALHADORA

“Nesse momento, ocorrem na Moscou Vermelha os encontros do IV Congresso de sindicatos de toda a Rússia. O salão está cheio, cerca de 2 mil delegados, mas inconscientemente um fenômeno longe de ser reconfortante chama a atenção: o pequeno número de trabalhadoras que participam do evento”…

Nesse texto, Kollontai demonstra sua indignação ao ver que numa reunião entre os sindicatos do partido comunista o número de mulheres que compunham a mesa como organizadoras e o número de mulheres que faziam parte da plateia era muito pouco. Nesse viés, Kollontai indaga o por que disso estar acontecendo sendo que o Partido Comunista Russo havia inserido em suas diversas pautas que as mulheres proletárias deveriam ter espaço nos sindicatos, que deveria também, ocupar os cargos que os homens proletários ocupavam no Partido Comunista. Entretanto, na prática,as diversas diretrizes criadas para que a mulher participasse ativamente dos sindicatos e reuniões do partido nao foram cumpridas. Embora O partido comunista fosse contra a exploração capitalista ainda havia inúmeros homens machistas e patriarcais que compunham o partido e foi isso que Kollontai criticou nesse texto. Kollontai deixa claro que a mulher trabalhadora deve urgentemente, ser incluída nas pautas políticas do Partido Comunista pois sem as mulheres não haverá de fato, a Revolução Social.

11. A III INTERNACIONAL E A TRABALHADORA

Nesse texto Kollontai salienta que no congresso internacional das mulheres trabalhadoras foram tratadas questões não somente das mulheres do Ocidente, mas também do Oriente. Dito isso, deixo algumas citações referente a III INTERNACIONAL, para melhor entendimento e esclarecimento. Alguns textos de Kollontai eu explico os tópicos gerais e outros eu deixo algumas citações para agregar ainda mais o conhecimento sobre a autora para quem lê e também, para que as pessoas conheçam o que a própria autora disse no seu tempo:

“Para a III Internacional a juventude operária e as mulheres trabalhadoras são quadros especiais do proletariado, e deve-se saber empregá-los para a realização dos objetivos de um plano único de ação”.

“O III Congresso do Comintern obrigou todos os partidos comunistas do mundo a fundar seções de trabalho entre as mulheres, seguindo o exemplo do Partido Comunista Russo, e a conduzir açoes com o proletariado feminino segundo os princípios e métodos estabelecidos na II Conferencia Internacional das Comunistas”.

“Agora, em quase todos os partidos comunistas da Europa, seções femininas não só foram cridas, mas, o que é especialmente importante, executam um trabalho segundo um plano comum”.

12. O QUE OUTUBRO DEU A MULHER OCIDENTAL

Neste texto de 1927, Alexandra nos mostra como a Revolução de Outubro — que foi organizada por homens e mulheres trabalhadoras pela reivindicação de direitos — contribuiu para que as mulheres ficassem mais ativas politicamente. Dessa forma, antes das mulheres serem inseridas no mercado de trabalho elas viviam para a família e para o lar. A partir do momento que o capitalismo nasceu e que as mulheres pobres precisaram trabalhar para sustentar os filhos e com isso, sentiu o peso da dupla exploração do sistema capitalista, essa mesma mulher saiu as ruas para reivindicar melhores condições de trabalho. Nesse viés, essa nova mulher passou a questionar direitos políticos e a confrontar o governo e o sistema capitalista exigindo melhores condições de vida. A nova mulher não aceita calada as péssimas condiçoes em que foi obrigada a viver muitos anos atrás — sendo escrava de seus maridos e escravas dos seus chefes em grandes fábricas. A nova mulher sabe dos seus direitos e luta por eles. Sendo assim, Kollontai nos diz que o que outubro deu as mulheres ocidentais — além de consciência de classe, também raiva e fúria, desejo de ter uma sociedade melhor. Assim sendo, mulheres proletárias da Rússia se viram como a nova mulher que parte para o front e luta por seus direitos:

“Outubro afirmou a importância das mulheres trabalhadoras. Outubro criou as condições em que a nova mulher triunfará”.

13. AS COMBATENTES NO DIA DO GRANDE OUTUBRO

Nesse artigo Kollontai nos conta que sem as mulheres lutando na Revoluçao Russa contra os governos czaristas talvez os sovietes nao sairiam vitoriosos. Nesse sentido, as proletárias junto com os homens proletários foram as ruas protestar e mais que isso — foram pro front de batalhas lutar, guerrear contra os inimigos autoritaristas que governavam a Rússia czarista na época. Ademais, Kollontai pede para que nunca os historiadores esqueçam de todas as mulheres que lutaram por uma Rússia melhor. Dessa forma, Alexandra afirma que muitas mulheres lutaram mas que algumas se destacaram na luta comunista contra governos autoritários. Sendo assim, cito os nomes falados por Kollontai em seu texto para que nunca nos esquecemos daquelas que morreram fazendo revolução. Segue alguns nomes de mulheres brilhantes que foram essenciais na Revolução Russa:

  • Nadiédja Konstantínovna
  • Klávdia Nikoláieva
  • Konkórdia Samóilova
  • Vera Slútskaia
  • Evgenia Boch
  • Inessa Armand
  • Varvára Nikoláievna
  • Anna Ilinitchna
  • Maria Uliánova

Esses foram alguns dos nomes das milhares de mulheres que lutaram na Revolução Russa citados por Kollontai. Alexandra ainda acrescenta:

“Será que estamos considerando todas elas? E quantas anônimas? Todo um exército de mulheres heroínas de outubro. Podemos esquecer seus nomes, mas a abnegação delas vive na própria vitória de Outubro, nas conquistas e realizações de que as mulheres trabalhadoras usufruem na União”.

14. O COMUNISMO E A FAMÍLIA

Este é um ensaio escrito por Alexandra Kollontai que está divido em capítulos. Dessa forma, citarei cada capítulo e dissertarei um pouco sobre esses.

  • A MULHER JÁ NÃO DEPENDE DO HOMEM

No primeiro capitulo Alexandra diz que com a nova sociedade capitalista e tendo os velhos costumes mudados com este sistema, a mulher já não depende financeiramente do homem, mesmo por que essa já está inserida no mercado de trabalho e tem como se sustentar. Além disso, podemos também citar o fato de que o divórcio — que era apenas concedido para famílias ricas burguesas — passou a ser concedido para o proletariado. Sendo assim, se a mulher vivesse em um casamento em que o homem a espancava ou era muito ruim para ela (ou simplesmente pelo fato de que a mulher não gostava do marido) essa mulher proletária poderia solicitar o divórcio. Nota-se que com a mudança do feudalismo para o capitalismo surgiram novas formas de se reconhecer uma família e que muitas mulheres já nao buscavam mais o casamento e sim, a independência.

“A vida muda continuamente diante de nossos olhos; antigos hábitos e costumes desaparem pouco a pouco. Toda a existência da família proletária se modifica e se organiza de uma forma tão nova, tão fora do comum, tão estranha, como nunca podemos imaginar”.

  • DA FAMÍLIA GENTÍLICA AOS NOSSOS DIAS

“Não há nenhuma razão para nos enganarmos: a família normal dos tempos passados na qual o homem era tudo e a mulher era nada -posto que não tinha vontade própria, nem tempo do qual dispor livremente-, este tipo de família sofre modificações dia a dia, e atualmente é quase uma coisa do passado, o qual não deve nos assustar”.

Neste segundo capitulo Kollontai nos leva a refletir que, a vida familiar antiga e a vida familiar moderna sofreram mudanças. O homem nao é o único que paga as contas da família. Nesse sentido, com a mulher inserida no mercado de trabalho e se tornando mais independente, essa já não precisa mais viver sobre o teto de um marido violento só por que precisa dele para sobreviver economicamente. Dessa forma, as revoluções sociais tiveram uma grande contribuição com os novos moldes familiares, pois, com mulheres emancipadas e proletários mais conscientes as pessoas passaram a querer desenvolver a própria individualidade — diferente de tempos antigos como no feudalismo em que a mulher vivia unicamente para procriar e o homem para prover economicamente a família.

  • O CAPITALISMO DESTRUIU A VELHA VIDA FAMILIAR

Para este capíulo deixo uma citação com os dizeres de Kollontai sobre a composição do novo núcleo familiar na Rússia e em todos os países que o capitalismo passou a tomar conta:

“Os costumes e a moral familiar se formam simultaneamente como consequencia das condições gerais da vida que rodeia a família. O que mais contribuiu para que se modificassem os costumes familiares de uma maneira radical foi, indiscutivelmente, a enorme expansão que adquiriu por toda parte o trabalho assalariado da mulher. Anteriormente, o homem era a única possibilidade de sustento da família. Porém, desde os últimos cinquenta ou sessenta anos, temos visto na Rússia (com anterioridade em outros países) que o regime capitalista obriga as mulheres a buscar trabalho remunerado fora da família, fora de casa”.

  • TRINTA MILHÕES DE MULHERES SUPORTAM UMA CARGA DUPLA

Milhões de mulheres após serem inseridas no mercado de trabalho — porque precisavam ajudar os maridos com as despesas da casa e precisavam, também, sustentar os filhos, se viram numa situaçao de tripla jornada de trabalho: o trabalho fora de casa, o trabalho dentro de casa e os cuidados com os filhos. Como muitas mulheres passavam a tarde toda trabalhando não tinham quem cuidasse dos seus filhos, estes ficavam na rua o dia todo, sem cuidados. É por causa disso, também, que uma das pautas do partido comunista era criar creches e escolas para as crianças ficarem hospedadas enquanto os seus pais estavam trabalhando.

“A mulher casada, a mãe que é operária, sua sangue para cumprir com três tarefas que pesam ao mesmo tempo sobre ela: dispor das horas necessárias para o trabalho, o mesmo que faz seu marido, em alguma indústria ou estabelecimento comercial; dedicar-se depois, da melhor forma possível, aos afazêres domésticos e, por último, cuidar de seus filhos.

“O capitalismo carregou para sobre os ombros da mulher trabalhadora um que a esmaga; a converteu em operária, sem aliviá-la de seus cuidados de dona de casa e mãe”.

  • OS TRABALHADORES APRENDEM A EXISTIR SEM VIDA FAMILIAR

Neste capítulo Kollontai salienta que, com o trabalho, mulheres e homens operários mal tinham tempo de cuidar dos filhos, e por isso, alguns laços familiares foram se perdendo, mesmo por que a mulher nem o homem não tinham tempo nem para cuidar da casa quanto mais para namorar.

“Em que consistía a força da família nos tempos passados? Em primeiro lugar, no fato de que era o marido, o pai, quem mantinha a família; em segundo lugar, o lar era algo igualmente necessário a todos os membros da família e em terceiro e último lugar, poque os filhos eram educados pelos pais”.

“O que fica atualmente disso tudo? O marido, como vimos, deixou de ser o sustento único da família. A mulher, que vai trabalhar, se converteu, nesse sentido, igual a seu marido. Fica todavía, não obstante, a função da família de criar e manter seus filhos enquanto são pequenos. Vejamos agora, na realidade, o que sobra dessa obrigação”.

  • O TRABALHO CASEIRO NÃO É MAIS UMA NECESSIDADE

Neste capítulo Kollontai nos revela a diferença da mulher que vivia num sistema feudal e a diferença da mulher que vive no sistema capitalista. A mulher que vive no sistema capitalista não tem mais tempo de cozinhar e nem fazer a própria roupa, por isso prefere comprar, diferente da mulher que vivia numa sociedade feudal em que plantava seu próprio alimento e produzia sua própria roupa.

  • O TRABALHO INDUSTRIAL DA MULHER NO LAR

Neste capítulo, Alexandra nos mostra como a mulher que vivia no sistema feudal contribuía também, para a mercantilização da época, visto que, as coisas que eram feitas pela própria mulher em casa serviriam como moeda de troca por outros alimentos ou até mesmo para troca de roupas. Ex: uma mulher produzia manteiga e a trocava por um pedaço de pão (isso na idade média no sistema feudal). No capitalismo, a mulher compra a própria manteiga pronta pois, não tem mais tempo para produzir.

  • A MULHER CASADA E A FÁBRICA

Este capítulo, se entrelaça com o capítulo anterior por isso deixo apenas esta citaçao para maior entendimento:

“ A máquina substituiu os ágeis dedos da dona de casa. Que mulher trabalharia hoje modelando velas ou manipulando tecidos? Todos esses produtos podem ser adquiridos na venda mais próxima. Antes, todas as garotas tinham que aprender a tecer suas roupas. É possível encontrar em nossos tempos uma jovem operária que faça suas roupas? Em primeiro lugar, carece do tempo necessário para tal. O tempo é dinheiro e não há ninguém que queira perdê-lo de uma maneira improdutiva, quer dizer, sem obter nenhum proveito. Atualmente, toda a mulher operária prefere comprar suas roupas a perder tempo fazendo-as”.

  • OS AFAZERES INDIVIDUAIS ESTAO FADADOS A DESAPARECER

Neste capítulo, Kollontai demonstra que mesmo que a mulher trabalhadora queira produzir o próprio alimento ainda assim ela não terá tempo pra isso pois, precisa trabalhar fora de casa e também, diferente das épocas passadas, por mais que ela produza dificilmente conseguiria trocar esse produto por outro produto, mesmo por que não existia dinheiro no sistema feudal, como existe nos modelos capitalistas.

  • A AURORA DO TRABALHO CASEIRO COLETIVO

Nesta parte do capítulo, Alexandra fala que na sociedade comunista a mulher não precisará ter tantos afazeres domésticos em casa, visto que, terá almoço e janta comunitários e também, terá creches e escolas públicaa para que seus filhos não fiquem sozinhos na rua descuidados. Kollontai salienta a importância do trabalho coletivo numa sociedade e o tanto que o peso da dupla jornada de trabalho da mulher trabalhadora diminui quando a sociedade a ajuda.

  • A CRIAÇÃO DOS FILHOS NO SISTEMA CAPITALISTA

A criação dos filhos no sistema capitalista era uma tarefa difícil visto que os pais trabalhavam para fornecer o alimento mas o dinheiro que recebiam não era suficiente e, muitas famílias passavam fome. Nesse sentido, o que acontecia era as crianças — para ajudar os pais entravam no mercado de trabalho com 10, 11 anos. Dessa forma, Kollontai nos diz que na sociedade comunista isso não precisará ocorrer: que serão fornecidos estabelecimentos coletivos para almoço e janta da população e as crianças não precisarão entrar cedo no mercado de trabalho pois, serão criadas escolas e creches que ajudarão também, junto com a família, na criação e cuidados dessas crianças.

  • A SOBREVIVÊNCIA DA MÃE ASSEGURADA

Neste capítulo, apenas citarei algumas palavras de Kollontai pois, estas palavras se entrelaçam com o assunto dito no capítulo anterior.

“ Já não existirá a mãe oprimida com um bebê nos braços. O Estado dos Trabalhadores se encarregará da obrigação de assegurar a subsistência a todas as mães, estejam ou não legitimamente casadas, desde que amamente seu filho; instalará por todas as partes casas de maternidade, organizará em todas as cidades e em todos os povos creches e instituições semelhantes para que a mulher possa ser útil trabalhando para o Estado enquanto, ao mesmo tempo, cumpre suas funções de mãe”.

  • O MATRIMÔNIO DEIXARÁ DE SER UMA CADEIA

A sociedade comunista afirmava para homens e mulheres trabalhadoras que o casamento nao precisaria mais ser como era antes nos moldes feudais (em que o homem era o patriarca e a mulher era seu objeto). O que o partido comunista propunha para homens e mulheres casados é a consciência de que o casamento serve para a felicidade de ambos e não mais como um contrato econômico, como antigamente. Sendo assim, o matrimônio pensado no meio comunista seria um lugar de união e não de dominaçã9o ou opressão a mulher.

  • A FAMÍLIA COMO UNIÃO DE AFETOS E CAMARADAGEM

Neste capítulo, Kollontai afirma que na sociedade comunista a mulher nãoo dependerá mais do seu marido. A união será livre para trocar afetos e camaradagem e não ser um lugar hostil para violênias e dominação.

SE ACABARÁ PARA SEMPRE A PROSTITUIÇÃO

Kollontai afirma que a prostituição é fruto de um sistema que só se sustenta explorando e vendendo os corpos de mulheres, mas que na sociedade comunista a prostituição será extinta. O comércio do corpo da mulher será extinto.

  • A IGUALDADE SOCIAL DO HOMEM E DA MULHER

A sociedade comunista busca a igualdade de direitos entre homens e mulheres e nega qualquer forma de opressão as mulheres. A sociedade comunista prega o amor e a liberdade. Neste capítulo, Kollontai salienta que homens e mulheres são bem-vindos para fazer a revoluçao social.

15. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Escolhi falar de Alexandra Kollontai por que ela foi uma mulher comunista muito importante para a luta da emancipação das mulheres trabalhadoras. Alem disso, juntamente com Clara Zetkin criou o dia internacional da mulher. Neste texto que fiz, citei apenas algumas de suas vastas obras. Acredito que o pensamento de Kollontai é muito importante para a sociedade atual. Por conseguinte, espero que este texto atinja seu objetivo: informar quem foi Alexandra Kollontai e qual a importância da sua obra para a sociedade contemporânea.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

SCHNEIDER, Graziela. A revolução das mulheres: Emancipação feminina na Rússia Soviética, artigos, atas, planfetos, ensaios; Editora Boitempo, 2017.

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