Mulher, este é um convite à fúria

Já lidamos a todo o segundo com o peso dos paradigmas que tentam nos enfiar goela abaixo desde o momento em que descobriram a existência do nosso órgão sexual e da nossa (possível) capacidade reprodutora. Não precisamos — nem devemos — carregar o fardo de conter um sentimento tão natural quanto a raiva. Os padrões de gênero não fazem parte de nós; já a angústia e o sofrimento são características determinantes da condição humana, tal qual já era dito desde a modernidade pelos grandes filósofos alemães. Reitero, por fim, o meu convite: que nos dispamos daquilo que eles nos forçam a vestir e passemos a nos revestir com a nossa mais vívida fúria. Ela também é um ato de resistência.

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