O Caso para a Sanidade das Mulheres

Quando se trata de explicar a tristeza e a raiva das fêmeas, a psiquiatria sempre ofereceu a explicação anterior. As mulheres eram inerentemente loucas, então o pensamento e o tratamento foram focados em ajudá-las a lidar com a “doença de mulheres” no que era considerada uma sociedade perfeitamente saudável. Psiquiatras e psicólogos eram firmes em sua convicção de que ser uma mulher significava que você estava predisposta à loucura.

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Luta Antimanicomial: da história da “loucura” à necessidade da despatologização

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que saúde mental é “o completo estado de bem-estar físico, mental e social”. Como falar de saúde mental para mulheres, então? Somos adestradas, desde muito novas, para odiarmos nossos físicos e atormentarmos nossos psicológicos com a presença da culpa e a necessidade de cuidar do outro muito mais do que de nós mesmas.

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Ser mãe, ser filha, ser mulher

Toda mulher é socializada para ser capataz do patriarcado. E a mãe é a figura primeira que vai iniciar o nosso treinamento social para a subalternidade ou dominância. Porque ela também foi treinada. Ela também aprendeu a servir o patriarca e ela também aprendeu que seu valor enquanto mulher só é dado se ela cumprir bem seu papel de esposa e mãe. E como mãe ela é o todo o tempo vigiada e instruída a doutrinar seus filhos para cumprirem a risca os papeis na hierarquia social que são destinados de acordo com o sexo que nascerem.

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Não-Binário é o novo “Não é como as outras Garotas”, e isso está profundamente enraizado em misoginia

Essa é a verdade desconfortável: dizer que você “não é como as outras garotas” não é uma identidade, é misoginia. Mulheres que se identificam como não-binárias dizem que sofrem uma opressão maior do que as mulheres que elas chamam de “cis”, um termo que deixa implícito que certas mulheres são cúmplices de sua própria opressão. Mas nós não somos privilegiadas por manter e entender as bases de nossa opressão; você é privilegiada se acha que pode escapar dela.

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O tabu da rejeição às normas de beleza — um elogio às desfeminilizadas.

apoiar e incentivar a desfeminilização de uma mulher que se propõe a isso – não só fazendo referência à sua estética mas também deixando a ideia de que nossa autoestima e os elogios que fazemos devem estar necessariamente ligados à beleza – é algo que realmente precisamos exercitar.

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O delírio masculino:  A leitura feminista da Psicanálise desmascara o Falo

Como mulher, acredito ainda que a tentativa de construção de um conhecimento ginocentrico, ou seja, focado exclusivamente em mulheres, é indispensável para a nossa emancipação. Uma ciência que tem como referência de ser humano o homem branco, ocidental e europeu não pode dar conta das mulheres. É necessário que resgatemos nossa história, conheçamos nossa anatomia, estudemos nossos processos químicos e nos voltemos para as nossas questões psíquicas.

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Ser uma adolescente negra pode matar-te por dentro

A construção social da feminilidade, dá-se no interior de uma ideologia fomentada pelo patriarcado no intuito de aprisionar a fêmea branca. Feminilidade tal a conhecemos, jamais tratara-se de um conceito interessado em abarcar as vivências de mulheres negras. O padrão de opressão é caucasiano, deste modo, pretas são duplamente extirpadas, para que nele caibam. Nossa repressão tece-se por vias diferenciadas.

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Sobre sexo “de verdade”

A gente se acostuma com a ideia de não gostar de sexo. A gente meio que espera isso. A dor, o desconforto, o cara se jogando cansado do nosso lado depois de se satisfazer. E a gente também se acostuma com a recusa deles em nos fazer sexo oral, pelo motivo que for, não importa o quão cretino (comentários em relação ao gosto e aos pêlos toda mulher já deve ter ouvido de um homem pelo menos uma vez na vida.

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