O que teria ajudado a lidar com a experiência de abuso/assédio?

Orientem seus filhos e filhas sobre o que é assédio e o que é abuso. Ensinem sobre consentimento. Ensinem que o corpo é da criança e que ninguém pode tocar sem consentimento. Que ninguém pode tocar se isso deixá-las desconfortáveis — independente de quem for . Que qualquer pessoa precisa pedir permissão para tocá-la.

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Poder para as irmãs e, portanto, para a classe

Quando dizemos, por exemplo, que queremos o controle de nossos próprios corpos, estamos desafiando a dominação do capital que transformou nossos órgãos reprodutivos tanto quanto nossos braços e pernas em instrumentos de acumulação de trabalho excedente; transformamos nossas relações com os homens, com nossos filhos e nossa própria criação, em trabalho produtivo para essa acumulação.

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10 formas que a barriga de aluguel é como a prostituição

Práticas patriarcais que impõem papéis sexuais (‘gênero’), como a escravidão sexual e reprodutiva das mulheres — comercializadas ou não — não podem existir em uma sociedade livre e igualitária. É por isso que objetamos tanto à prostituição quanto à barriga de aluguel; essas indústrias mercantilizam o corpo das mulheres e ajudam a manter nossa opressão.

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A reprodução da força de trabalho na economia global, teoria marxista e a revolução feminista inacabada

Várias conclusões devem ser tiradas desta análise. Primeiro, lutar pelo trabalho assalariado ou lutar para “juntar-se à classe trabalhadora no local de trabalho”, como algumas feministas marxistas gostavam de dizer, não pode ser um caminho para a libertação. O emprego assalariado pode ser uma necessidade, mas não pode ser uma estratégia política. Enquanto o trabalho reprodutivo for desvalorizado, enquanto for considerado um assunto privado e de responsabilidade das mulheres, as mulheres sempre enfrentarão o capital e o Estado com menos poder do que os homens e em condições de extrema vulnerabilidade social e econômica.

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Visível ou Invisível: crescer fêmea numa cultura pornificada

A onda atual de imagens pornográficas soft-core normalizou o visual da pornografia na cultura cotidiana a tal ponto que qualquer coisa menos parece desleixada, primitiva e completamente chata. Hoje, uma menina ou jovem procurando uma alternativa para a aparência de Britney, Paris, Lindsay logo chegará à triste conclusão de que a única alternativa a parecer “fodível” é ser invisível.

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Coronavírus, Mulheres e o neoliberalismo de Bolsonaro

Da violência doméstica em casa ao lugar ocupado pela divisão sexual do trabalho, o coronavírus ao menos escancarou uma realidade que o movimento feminista tem denunciado e lutado para mudar no último século: o lugar de vulnerabilidade política, econômica e social que a sociedade capitalista de dominação masculina reserva para mulheres.

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Gênero e Materialismo

Nós sabemos que gênero e sexo são diferentes. Afinal, às feministas pertence a análise mais extensiva sobre isso. Contudo, exatamente porque o gênero foi atado ao sexo, para controlar este último, é impossível separá-los para falar em gênero como uma identidade inata ou autodeterminada invés de uma opressão material, produto da sociedade.

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A chama do feminismo está viva no Irã

Defender o direito das muçulmanas usarem o véu é perfeitamente apropriado nas sociedades ocidentais em que nativistas e xenófobos estão ganhando força política. Mas deixar de falar contra o véu como um símbolo de apartheid de gênero em países onde seu uso é obrigatório por lei, é uma traição a todos os valores democráticos e feministas que lhes são tão caros.

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Podemos ver o Gênero como causa e consequência na militarização e na guerra?

O que aprendi com essas mulheres, acima de tudo, é que o gênero e a guerra se moldam mutuamente. Abordarei aqui a forma como a guerra molda o gênero, mas meu foco principal será em como o gênero pode ser visto como causativo na guerra. A razão pela qual acho que é importante fazer essa argumentação é porque acredito que pode ser um recurso no amplo movimento antiguerra que todos nós aqui provavelmente fazemos parte. Voltarei a esta questão no final.

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O pessoal é político

Quando o Movimento de Libertação das Mulheres (WLM) tomou como slogan “o pessoal é político”, estava dizendo, em poucas palavras, ao mundo em geral que era hora de abrir mão da visão fragmentada da realidade que persistiu concordante com as visões dominantes. O movimento de libertação das mulheres estava colocando na mesa uma declaração sobre a necessidade de deixar de ver a realidade como um quebra-cabeça onde as peças nunca se encaixam. Exigiu que a realidade fosse reintegrada; que a visão do mundo se torne uma em que as vidas individuais fossem vistas como parte de um todo, invés de serem isoladas dos demais eventos.

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Organização política do Movimento Feminista

Parece que aqui a tensão inerente entre as necessidades de realização de metas e as necessidades de manutenção do grupo é completada. Um grupo que tem muito pouca estrutura dedica-se desproporcionalmente ao último, assim como um grupo que tem demais. Pode-se concluir que o que é necessário para a sobrevivência do movimento é não optar nem pela apoteose da eficiência nem pela apoteose da participação, mas sim por manter um equilíbrio entre ambas.

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A tomada liberal do Movimento de Libertação das Mulheres

O sucesso geral da tomada liberal do movimento de libertação das mulheres depende de uma convergência das suas poderosas “costas-quentes” e dos nossos erros, muitos dos quais são discutidos neste artigo e nesta revista [Feminist Revolution]. Um grande problema foi que demoramos um pouco para entender o que estava acontecendo, e algumas de nós percebemos algumas coisas e algumas pessoas mais rapidamente que outras. Como resultado, ficamos confusas e divididas umas com as outras, cada uma lutando em seu próprio dilema, sem perceber a necessidade ou a incapacidade de operar como um grupo.

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Ativismo Feminista Radical no séc XXI

Certamente, as feministas radicais enfrentam um caminho difícil, pois muitas vezes lutamos tanto contra a direita quanto contra a esquerda, incluindo a versão da esquerda da liberação sexual e reprodutiva das mulheres e a versão da direita da moralidade sexual e reprodutiva das mulheres. Mesmo dentro do feminismo, o feminismo radical assumiu questões que outras feministas ou evitam ou escolhem estar do lado oposto, como nas batalhas sobre tecnologias reprodutivas, pornografia, prostituição e transgeneridade. O que é importante para o futuro do feminismo radical é que aquelas de nós que são feministas radicais se envolvam com o mundo. Temos que recuperar este mundo para nós e para outras mulheres.

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