Não sou eu uma mulher?

Eu também acrescentaria que não há vergonha em fazer uma tentativa genuína de melhorar e errar. Responder com a defensiva branca e tentar silenciar as mulheres não-brancas é, no entanto, censurável. Nas minhas relações com mulheres feministas brancas, há uma distinção evidente: aquelas que estão preparadas para aprender quando se trata de raça e aquelas que não estão. O primeiro grupo, eu confio e valorizo como minhas irmãs. O último grupo, eu sou muito cautelosa de que a verdadeira solidariedade seja uma possibilidade. Não peço perfeição — quem pode pedir? -, mas simplesmente que você tente.

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O intruso dentro de casa

No entanto, não consigo desistir da visão de um movimento feminista unido. As mulheres brancas com quem compartilho a solidariedade trabalharam para alcançar esse nível de consciência. Elas mostram que o racismo não precisa ser uma barreira entre as mulheres, se todas nós estamos empenhadas em desafiar a supremacia branca. Na autobiografia de Angela Davis, há uma passagem particularmente tocante em que revela o compromisso de sua mãe com a solidariedade interracial na luta contra todas as formas de opressão. A generosidade do espírito de Sallye Davis, a força que mostrou ao manter essa esperança viva, são inspiradoras.

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Seu silêncio não te protegerá

Para que a irmandade exista entre mulheres não-brancas e mulheres brancas, devemos ter uma conversa sincera sobre raça dentro do movimento feminista. O privilégio branco deve ser reconhecido e oposto pelas mulheres brancas. A branquitude deve deixar de ser tratada como o padrão normativo da feminilidade dentro da política feminista. A mesma lógica que é aplicada para criticar a misoginia deve ser aplicada a desaprender o racismo. As questões enfrentadas pelas mulheres não-brancas devem ser consideradas uma prioridade e não uma distração a ser tratada após a revolução. As mulheres não-brancas devem deixar de ser tratadas como algo que você faz simplesmente por ser algo que você é obrigado a fazer e, em vez disso, reconhecidas pelo que somos, o que sempre fomos: essenciais para o movimento feminista.

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Por que a esquerda não aceita que a base da prostituição é um racismo brutal?

O tráfico de escravos está vivo e passa bem, mas foi repaginado dentro do capitalismo neoliberal. Durante o ato da prostituição, os corpos de mulheres e garotas são colonizados pelo homem que as usa. Como a esquerda pode ignorar isso, enquanto afirma estar lutando por uma sociedade igualitária livre de opressões, é algo além do que posso compreender.

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