O Caso para a Sanidade das Mulheres

Quando se trata de explicar a tristeza e a raiva das fêmeas, a psiquiatria sempre ofereceu a explicação anterior. As mulheres eram inerentemente loucas, então o pensamento e o tratamento foram focados em ajudá-las a lidar com a “doença de mulheres” no que era considerada uma sociedade perfeitamente saudável. Psiquiatras e psicólogos eram firmes em sua convicção de que ser uma mulher significava que você estava predisposta à loucura.

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Luta Antimanicomial: da história da “loucura” à necessidade da despatologização

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que saúde mental é “o completo estado de bem-estar físico, mental e social”. Como falar de saúde mental para mulheres, então? Somos adestradas, desde muito novas, para odiarmos nossos físicos e atormentarmos nossos psicológicos com a presença da culpa e a necessidade de cuidar do outro muito mais do que de nós mesmas.

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O delírio masculino:  A leitura feminista da Psicanálise desmascara o Falo

Como mulher, acredito ainda que a tentativa de construção de um conhecimento ginocentrico, ou seja, focado exclusivamente em mulheres, é indispensável para a nossa emancipação. Uma ciência que tem como referência de ser humano o homem branco, ocidental e europeu não pode dar conta das mulheres. É necessário que resgatemos nossa história, conheçamos nossa anatomia, estudemos nossos processos químicos e nos voltemos para as nossas questões psíquicas.

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Ser uma adolescente negra pode matar-te por dentro

A construção social da feminilidade, dá-se no interior de uma ideologia fomentada pelo patriarcado no intuito de aprisionar a fêmea branca. Feminilidade tal a conhecemos, jamais tratara-se de um conceito interessado em abarcar as vivências de mulheres negras. O padrão de opressão é caucasiano, deste modo, pretas são duplamente extirpadas, para que nele caibam. Nossa repressão tece-se por vias diferenciadas.

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