Assassinato de mulheres grávidas e no pós-parto

Em 2018, a revista de psicologia “Universal Journal of Psychology” publicou um estudo chamado “Homicídio de Mulheres Grávidas e no Pós-Parto: Uma Revisão Bibliográfica” [Homicide in Pregnant and Postpartum Women: A Review of the Literature].

Esse estudo mostra que a morte violenta de mulheres grávidas ou que deram a luz há menos de um ano é algo que não podemos deixar de lado quando falamos em mortes relacionadas à gravidez. Foram analisados vários outros trabalhos e alguns deles mostram que o assassinato é a principal causa de morte dessas mulheres, mais que doenças cardíacas ou infecções.

São mortes causadas especialmente por violência masculina. Parceiros íntimos (ou ex-parceiros) são autores da maioria dos assassinatos. As vítimas são predominantemente jovens e racializadas (faltam dados importantes como sobre escolaridade). Outros fatores de risco incluem não estar casada formalmente, ser recém-separada do parceiro, já ter sofrido violência doméstica previamente à gravidez ou o parceiro fazer uso de álcool e outras drogas.

O artigo traz evidências de que mulheres grávidas e no pós-parto correm mais risco de serem assassinadas em comparação a outras mulheres. O suicídio de mulheres grávidas já foi identificado como um problema de saúde pública importante, porém o feminicídio dessas mulheres raramente recebe atenção de políticas púbicas. A importância de se detectar esse risco é justamente para que se possa criar estratégias de prevenção do problema.

O estudo considerou dados obtidos por pesquisas em diversas partes do mundo, incluindo um estudo brasileiro sobre mulheres grávidas no Recife.

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